Maduro retirou liberdade de ir e vir, diz Guilherme Coelho

Deputado tucano considera absurda decisão do governo Maduro de impedir saída de ativista política do país para encontro com autoridades internacionais

Notícias - 04/09/2017
Maduro retirou liberdade de ir e vir, diz Guilherme CoelhoDeputado tucano considera absurda decisão do governo Maduro de impedir saída de ativista política do país

Em mais um episódio arbitrário, o governo de Nicolas Maduro impediu esta semana que uma cidadã venezuelana exercesse sua liberdade de locomoção. Lilian Tintori, esposa do preso político Leopoldo López, foi impedida de embarcar para a Europa. Agentes de imigração retiveram o passaporte de Lilian por ordem do Ministério Público. A venezuelana soube, na última sexta-feira (1), que foi denunciada após apreensão de 200 milhões bolívares em seu carro – dinheiro que, segundo ela, usaria para custear emergências familiares, como as despesas médicas da avó.

Titular da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o deputado federal Guilherme Coelho (PSDB-PE) denuncia que os atos do governo venezuelano contra a população são característicos de uma grave ditadura. O tucano ressalta ainda que, no passado, tal postura foi apoiada por partidos brasileiros que hoje querem voltar ao poder, como os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

“O que existe na Venezuela hoje é uma ditadura. As pessoas perderam toda possibilidade de expressão, de ir e vir. Na semana passada, eu recebi dois jovens que são líderes da oposição ao presidente Maduro, e nós ouvimos testemunhos de horror. E é importante dizer que isso é apoiado pelo PT. O PT apoia o governo bolivariano, e é importante que a sociedade brasileira saiba aonde chega o partido apoiando esses governos de ditadura.”

A chanceler alemã Angela Merkel, uma das autoridades com quem a venezuelana se encontraria na Europa, exigiu que Lilian Tintori tenha permissão para deixar a Venezuela, e expressou sua “incompreensão” diante nessa nova “arbitrariedade” do governo local. A viagem da ativista incluía, além do encontro com  Angela Merkel, conversas com os chefes de governo Emmanuel Macron, da França, Mariano Rajoy, da Espanha, e Theresa May, do Reino Unido.

Para Guilherme Coelho, é importante que o mundo conheça a situação da Venezuela e questione as medidas que têm deixado milhares de cidadãos viverem em condições desumanas.

“Essa é mais uma posição errada do governo Maduro que o mundo precisa saber. As pessoas lá vivem um caos social. Elas não têm o que comer, não tem assistência médica, estão desesperadas, fugindo para as fronteiras para poder sobreviver.”

 


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04/09/2017