Maduro retirou liberdade de ir e vir, diz Guilherme Coelho
Deputado tucano considera absurda decisão do governo Maduro de impedir saída de ativista política do país para encontro com autoridades internacionais
Deputado tucano considera absurda decisão do governo Maduro de impedir saída de ativista política do paísEm mais um episódio arbitrário, o governo de Nicolas Maduro impediu esta semana que uma cidadã venezuelana exercesse sua liberdade de locomoção. Lilian Tintori, esposa do preso político Leopoldo López, foi impedida de embarcar para a Europa. Agentes de imigração retiveram o passaporte de Lilian por ordem do Ministério Público. A venezuelana soube, na última sexta-feira (1), que foi denunciada após apreensão de 200 milhões bolívares em seu carro – dinheiro que, segundo ela, usaria para custear emergências familiares, como as despesas médicas da avó.
Titular da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o deputado federal Guilherme Coelho (PSDB-PE) denuncia que os atos do governo venezuelano contra a população são característicos de uma grave ditadura. O tucano ressalta ainda que, no passado, tal postura foi apoiada por partidos brasileiros que hoje querem voltar ao poder, como os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.
“O que existe na Venezuela hoje é uma ditadura. As pessoas perderam toda possibilidade de expressão, de ir e vir. Na semana passada, eu recebi dois jovens que são líderes da oposição ao presidente Maduro, e nós ouvimos testemunhos de horror. E é importante dizer que isso é apoiado pelo PT. O PT apoia o governo bolivariano, e é importante que a sociedade brasileira saiba aonde chega o partido apoiando esses governos de ditadura.”
A chanceler alemã Angela Merkel, uma das autoridades com quem a venezuelana se encontraria na Europa, exigiu que Lilian Tintori tenha permissão para deixar a Venezuela, e expressou sua “incompreensão” diante nessa nova “arbitrariedade” do governo local. A viagem da ativista incluía, além do encontro com Angela Merkel, conversas com os chefes de governo Emmanuel Macron, da França, Mariano Rajoy, da Espanha, e Theresa May, do Reino Unido.
Para Guilherme Coelho, é importante que o mundo conheça a situação da Venezuela e questione as medidas que têm deixado milhares de cidadãos viverem em condições desumanas.
“Essa é mais uma posição errada do governo Maduro que o mundo precisa saber. As pessoas lá vivem um caos social. Elas não têm o que comer, não tem assistência médica, estão desesperadas, fugindo para as fronteiras para poder sobreviver.”





