PT criou 43 estatais em 13 anos de governo, quase 30% do total histórico

Para deputado Domingos Sávio, prejuízos bilionários das estatais são fruto de má gestão e corrupção generalizada dos governos Lula e Dilma

Notícias - 29/08/2016

Foto: Ag Petrobras

Quando o assunto é o inchaço do Estado brasileiro, poucas estatísticas são tão representativas quanto o número de empresas estatais criadas durante os 13 anos em que o PT esteve à frente do poder. Somente durante 2003 e 2015, período marcado pelas gestões da presidente afastada Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nada mais que 43 estatais foram criadas no Brasil.

As operações das 28 estatais não-financeiras criadas na gestão petista geraram, somadas, um prejuízo de R$ 8 bilhões, de acordo com o estudo Brasil Real, publicado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV). Apenas com pagamento de salários, estas mesmas 28 empresas gastaram R$ 5,4 bilhões. Segundo o Ministério do Planejamento, o governo possui atualmente 149 estatais, o que significa que o PT foi responsável por quase 30% do total histórico das estatais em atividade no país. Nos 21 anos de ditadura militar, entre 1964 e 1985, foram criadas 47 empresas estatais – quatro a mais do que nos 13 anos de PT.

A Petroquímica Suape e a Petrobras Biocombustíveis, ambas subsidiárias da Petrobras – alvo do maior escândalo de corrupção da história do país -, são responsáveis pela maior fatia do prejuízo das estatais brasileiras, com rombo de R$ 5 bilhões no período entre 2009 e 2015. Os balanços financeiros das duas empresas revelam como a corrupção é uma das principais causas para os prejuízos bilionários nas estatais. As duas empresas foram criadas em 2009 e jamais apresentaram um resultado positivo em seus balanços anuais.

Na avaliação do deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), este quadro de déficits bilionários é um produto do modelo de administração implantado pelo PT nas empresas públicas do país, baseado em uma combinação de corrupção e má gestão.

“O PT não se contentou com a roubalheira que ele instalou nas empresas que já existiam. Algumas ele criou, depois que assumiu, ou para fazer empreguismo, cabide político, ou para também fazer a gestão fraudulenta do dinheiro público. É um partido que saqueou o Brasil e que consegue reunir, além da corrupção, um outro ingrediente terrível que é a má gestão”, destacou o parlamentar mineiro.

Para Domingos Sávio, o PT mirou no setor petrolífero por ser uma área que movimenta um grande volume de dinheiro, o que a torna um alvo mais atraente para desvios de recursos.

“Justamente por ser um ramo muito rico, onde circula muito dinheiro, foi o lugar que eles roubaram mais e não tiveram o menor escrúpulo para fazer daquilo ali um ‘cabidão’ de emprego e de corporações”, analisou o tucano.

Ineficiência

O estudo do ITV ainda revela que diversas estatais foram criadas sem que houvesse uma real necessidade do país para o tipo de serviço oferecido. Se destacam nesse grupo empresas fabricantes de chip para computador, de poliéster, de fertilizantes e construtoras de submarinos e de trens-bala, entre várias outras companhias. O deputado tucano afirmou que serviços desse tipo devem ser ofertados por empresas privadas, ficando à cargo do Estado apenas o que for imprescindível à população.

“Nós precisamos de fortalecer aquelas áreas onde o Estado é de fato essencial, que são a saúde, a educação, a segurança pública, a regulação, com agências públicas independentes, e incentivar a iniciativa privada a ocupar o seu papel, produzindo, gerando emprego, gerando riqueza”, ponderou o deputado. “Gestão eficiente não é nem Estado mínimo, nem Estado máximo, é o Estado necessário, que atenda às necessidades do povo, e não as necessidades do governo”, acrescentou Domingos Sávio.

Soluções

A redução dessa estrutura onerosa e pouco eficiente de algumas estatais petistas ainda encontra resistência dentro de determinadas parcelas da população, especialmente nas quais a influência de grupos aliados ao PT, como sindicatos, ainda é marcante. Para Domingos Sávio, a melhor maneira de lidar com esse tipo de comportamento é agir de maneira transparente, com o governo explicando aos brasileiros como a manutenção deste tipo de instituição pesa nas contas públicas.

“Eu acho que a melhor forma de enfrentar isso é com transparência. Na hora que [o governo] mostrar para o povo o prejuízo que isso [excesso de estatais] está dando, a roubalheira que instalaram em algumas delas, a turminha que fica lá mamando, sugando o dinheiro público, e mostrar que muitos dos falsos líderes sindicais que vêm a público mentindo numa cara de pau enorme – como se as ações no sentido de estancar essa roubalheira fossem golpe, fossem gestos contra o país -, eu não tenho dúvida de que a grande maioria do povo brasileiro vai aplaudir a redução dessa estrutura gigante e ineficiente que está custando muito caro para o povo brasileiro”, ponderou Sávio.



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29/08/2016