“Ratificar o passado, repensar o presente e inovar para o futuro”

Artigo de Lucas Redecker

Notícias - 13/01/2011

Artigo de Lucas Redecker

A história do PSDB é o seu maior patrimônio. Uma trajetória iniciada em 1988 e que, nestas mais de duas décadas, contribuiu decisivamente para o Brasil que hoje vivemos. São conquistas que não podem cair no esquecimento da população e, sobretudo, necessitam ser conhecidas pelos mais de 50 milhões de jovens (15 a 29 anos) brasileiros. Porque foi um período em que o País definitivamente avançou.

A Lei de Responsabilidade Fiscal, fundamental na contenção dos gastos públicos. As privatizações, como no caso da telefonia, que elevaram pouco mais de 500 mil linhas de celulares, em 1995, para mais de 150 milhões nos dias atuais, e que coloca o Brasil atualmente entre os países com maior número de usuários na internet mundial. A criação das agências reguladoras. O legado deixado (e usurpado) na área social, através do Programa Bolsa Escola. Conquistas maiúsculas como a Lei dos medicamentos genéricos e o programa de combate à Aids, este último uma referência mundial na área da saúde. Políticas eficazes e transformadoras nas áreas de educação, na reforma agrária, no combate ao trabalho infantil e, sobretudo, para a conquista da estabilidade econômica, com o fim da inflação, através do Plano Real.

Atingimos a maioridade e, inexplicavelmente, perdemos a nossa identidade. Percebam. Não há a necessidade de registro em cartório. Tal prática, diga-se de passagem, mais uma do marketing demagógico que caracteriza o ex-presidente Lula, deveria ter sido trazida à sociedade quando da apresentação do seu programa de governo, ainda nas eleições presidenciais de 2002. Especialmente naquilo que tange as promessas mentirosas do falso profeta a respeito das reformas tributária, da previdência, da reforma agrária, trabalhista e política.

As eleições de 2010 consolidam os tucanos como o partido com maior número de governadores eleitos no país, oito Estados e 47% do eleitorado brasileiro. Por outro lado, na Câmara Federal e no Senado perdemos representatividade e, na disputa presidencial, sofremos nosso terceiro revés consecutivo.

Entre vitórias e derrotas, uma certeza. É chegada a hora do PSDB chamar para si a responsabilidade avalizada por mais de 44 milhões de brasileiros, que não querem este modelo que se apresenta ao País. O regime democrático nos consolida como o principal partido de oposição ao projeto de poder que está instaurado no Brasil. Sempre “A Favor do Brasil”, portanto, façamos uma oposição que se utilize das prerrogativas que a função nos impõe.

Por isso, a necessidade de um novo rumo. O mundo contemporâneo traz consigo mudanças significativas para a sociedade, nos mais diversos campos. Na política não é diferente. A era da informação online está presente em nossas vidas. Precisamos estar adaptados para essa nova linguagem.

A construção de uma agenda positiva com fidelidade ao programa do PSDB, a necessária renovação partidária através da valorização dos filiados e uma comunicação eficaz com a sociedade brasileira são, com certeza, o caminho para o que o partido volte a governar o Brasil.

2014 está bem distante. Mas pode ficar cada vez mais próximo se o PSDB perceber que precisa ratificar o seu passado, repensar o presente e inovar para o futuro.

*Deputado Estadual Eleito, em 13/01/2011

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13/01/2011