Relatório aponta descaso do PT com rodovias brasileiras

Notícias - 25/08/2017

Um levantamento feito pela equipe técnica da Confederação Nacional do Transporte (CNT) nos últimos 13 anos concluiu que as rodovias brasileiras foram abandonadas ao longo desse período – quando o PT esteve no comando do país. Isso porque apenas 12,3% delas são asfaltadas, ou seja, pouco mais de 211 mil de um total de 1,7 milhão de quilômetros, uma densidade muito baixa em comparação com outros países. Além disso, a CNT constatou que a qualidade da pavimentação utilizada é baixa. No Brasil, o asfalto é projetado para durar de 8 a 12 anos, mas, na prática, acaba se deteriorando em poucos meses.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o asfalto é feito para durar, em média, 25 anos. Esses itens colocam o Brasil na posição 111 em um ranking de 138 países avaliados pela qualidade das rodovias. As péssimas condições das rodovias brasileiras mostram que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançado durante o governo petista, não cumpriu a promessa de melhorar a infraestrutura rodoviária do país.

Para o deputado federal Nelson Padovani (PSDB-PR), a situação das estradas não só atesta os problemas de infraestrutura deixados de lado nos últimos anos, mas também impacta na economia. O tucano explica que, no escoamento da produção agrícola, é fundamental que existam boas rodovias para garantir que o produto chegue com qualidade e preço competitivo nas prateleiras.

“Isso impacta na conservação dos pneus dos caminhões, na velocidade para que a mercadoria não pereça. No caso de frutas, por exemplo, se você tem asfalto, chega-se com agilidade no destino. E mais, com os pneus e o caminhão preservados, eles derrubam o preço do frete. Quando não tem estrada, o frete praticamente dobra na região, porque os caminhões encalham, caem em buracos. Quando não tem bom asfalto, isso se agrega ao custo.”

O relatório traz também uma lista das falhas que explicam essa situação das rodovias: matéria prima de baixa qualidade, erros na execução de projetos, falta de manutenção, métodos e técnicas ultrapassados e falta de fiscalização e de mecanismos de controle. Para Padovani, é injusto que os cidadãos paguem, por meio de impostos, por estradas e rodovias em péssimas condições. O tucano propõe que uma das soluções ao problema seja entregar a manutenção das vias à iniciativa privada, com cobrança de pedágio daqueles que efetivamente a utilizam no dia a dia.

“Quem não tem carro é que está pagando o asfalto, porque a União pega o dinheiro do nosso Orçamento e faz o pavimento. E esse dinheiro vem do cadeirante, do catador de papel e de várias pessoas que não tem carro. O que nós temos que fazer é cobrar pedágio em todo o Brasil, entregar para a iniciativa privada. Não é justo hoje que haja essa malha viária caríssima e as pessoas paguem por um asfalto que não existe, que não usam”, disse o tucano.

Um dos problemas mais graves mencionados pela CNT, a falta de fiscalização nas estradas, pode fazer com que muitas obras sejam entregues fora dos padrões mínimos de qualidade, exigindo novos gastos que podem corresponder a até 24% do valor total da obra.


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25/08/2017