Tucano rechaça novas declarações de Lula contra o MP: “Quer atrair os holofotes”

Notícias - 25/07/2017

Brasília (DF) – Condenado pelo juiz federal Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do apartamento tríplex no Guarujá (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostra a cada dia mais verborrágico em seus ataques à Operação Lava Jato e às instituições. Desta vez, em entrevista à rádio Tiradentes, do Amazonas, o petista afirmou que a palavra “propina” teria sido “inventada” por empresários, com o aval do Ministério Público, para “tentarem culpar os políticos”.

As informações são de reportagem publicada nesta terça-feira (25) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Na visão do ex-presidente, os empresários que assinam acordos de delação premiada com o Ministério Público têm se valido da palavra “propina” para garantir benefícios, ou em alguns casos, liberdade. “A palavra propina foi inventada pelos empresários para tentar culpar os políticos, ou pelo Ministério Público”, declarou Lula.

“Todos pedem dinheiro para empresário, desde que foi proclamada a República. A diferença é que agora transformaram as doações em propina, então ficou tudo criminoso”, disse.

Para o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), as avaliações do ex-presidente Lula não merecem crédito e têm um único propósito: manter o petista na mídia em matérias que não sejam acerca do seu envolvimento com diversos esquemas de corrupção. Vale lembrar que, além da Lava Jato, Lula é investigado pela Polícia Federal nas Operações Janus e Zelotes.

“Não merecem muito crédito essas declarações dele. Ele só quer aparecer, atrair os holofotes. Só que, na prática, ele deve ser condenado pelos seus crimes, e aí será o fim de sua história. É mais um ataque ao Ministério Público que não vai levar a lugar nenhum. Ele quer menosprezar as instituições, jogar todo mundo na vala comum”, rebateu o parlamentar.

O tucano acrescentou ainda que, se o objetivo de Lula é chamar a atenção, é hora de partir para outra estratégia, já que a velha tática de tentar levantar suspeitas sobre a Operação Lava Jato nunca funcionou, além de já ter chegado ao limite da exaustão.

“Essa é a estratégia dele: tentar esvaziar as apurações, colocar as investigações e as denúncias contra ele como se fossem uma questão política, de perseguição, e não criminal, como de fato são”, completou Izalci.


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25/07/2017