Tucanos cobram rápida investigação do “quadrilhão do PT”

Denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é mais um capítulo da sequência de escândalos de corrupção envolvendo o PT

Notícias - 06/09/2017
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de organização criminosa envolvendo Lula, Dilma e uma trupe de ex-ministros e ex-tesoureiros petistas é mais um capítulo da sequência de escândalos de corrupção envolvendo o PT. O valor da propina impressiona: R$ 1,4 bilhão. Deputados do PSDB defenderam rapidez na apuração do caso e punição exemplar a todos os comprovadamente envolvidos com as irregularidades.

No âmbito da Operação Lava Jato, a denúncia foi oferecida dentro de inquérito que apura se o PT formou uma organização criminosa para desviar dinheiro da Petrobras. Foram denunciados os ex-presidentes Lula e Dilma; os ex-ministros Antonio Palocci Filho, Guido Mantega, Edinho Silva e Paulo Bernardo; a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT e ex-ministra; e o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto.

Lula, o líder

O procurador-geral apontou Lula como líder e “grande idealizador” da organização criminosa, podendo inclusive ser condenado a uma pena maior por essa razão. Somente Lula teria recebido R$ 230,8 milhões de propina entre 2004 e 2012, pagas pelas empresas Odebrecht, OAS e Schahin com recursos desviados de contratos firmados com a Petrobras. O grupo teria atuado de 2002, quando Lula venceu a eleição presidencial, a maio de 2016, quando Dilma deixou interinamente o cargo de presidente em razão do impeachment no Congresso.

Todos são suspeitos de “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”, cuja pena é de 3 a 8 anos de prisão, além de multa. A PGR também cobra dos oito denunciados indenização de R$ 6,8 bilhões pelos danos que causaram aos cofres públicos.

Para o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), a denúncia comprova algo que todos já tinham conhecimento. “Desde o mensalão sabíamos que essa organização estava instalada com o mesmo modus operandi que atuou depois no petrolão. Chegou a hora de podermos fazer justiça em nosso país e virar essa página vermelha que representou o período em que o PT se instalou na Presidência da República e, concomitantemente, instalou uma organização criminosa que corroeu os pilares da República”, apontou.

O deputado ressaltou que o país enfrenta a pior crise econômica e moral de sua história por causa da atuação criminosa dos petistas. “Esperamos agora que a Justiça seja célere e que tudo seja apurado no menor espaço de tempo e que haja o direito ao contraditório. Mas o fato é que, para nós, está muito claro que essa era uma prática corriqueira e eles apostavam sempre na impunidade. Achavam que pelo projeto de se perpetuar no poder valia tudo, inclusive roubar o país”, completou.

O deputado Rocha (PSDB-AC) lembrou das defesas enfáticas de parlamentares petistas ao procurador-geral desde que ele apresentou denúncias contra adversários do PT. “Agora quero ver o que vão dizer, já que desta vez o Ministério Público revelou para a sociedade o que está por trás das gestões de Lula e Dilma e que, na verdade, a sociedade já sabia”.

Rocha acredita que, apesar de a corrupção sempre ter existido no Brasil, foi a partir da chegada de Lula ao Planalto que ela se sistematizou. Segundo ele, o ex-presidente institucionalizou a corrupção e uma das provas é que todos os ex-tesoureiros do PT foram presos ou respondem a processos por corrupção.

Para Rocha, não restam dúvidas de que Lula sempre foi o cabeça da organização criminosa composta por integrantes da cúpula petista. “Ele foi o líder e principal beneficiário desse esquema de corrupção para compra de apoios políticos para manutenção de poder”, afirmou, ao ressaltar que muitas revelações ainda devem ocorrer.

* Do portal do PSDB na Câmara.


X
06/09/2017