Tucanos defendem aprovação de projeto que revoga cobrança de bagagens aéreas
Tucanos defendem aprovação de projeto que revoga cobrança de bagagens aéreasA resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que autoriza as empresas aéreas a cobrarem por bagagens despachadas pelos passageiros deveria ter entrado em vigor no último dia 14, mas a medida acabou suspensa por uma liminar da Justiça Federal de São Paulo, que atendeu um pedido do Ministério Público. Com o apoio do PSDB, o Senado aprovou um projeto de decreto legislativo, em dezembro do ano passado, que revoga o direito das companhias em não mais oferecer uma franquia mínima de bagagem aos passageiros. Agora, o PDS 89/2016 precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados para entrar em vigor.
Os deputados federais Jutahy Magalhães Jr. (PSDB-BA), Marco Tebaldi (PSDB-SC) e Mariana Carvalho (PSDB-RO) afirmam que a cobrança extra por bagagens contraria o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor, além de ferir a Constituição por promover a perda de direitos já adquiridos pelos consumidores. Atualmente, as empresas são obrigadas a oferecer gratuitamente, por passageiro, uma franquia de 23 quilos em voos domésticos e duas malas de 32 quilos para voos internacionais.
Os tucanos defendem a urgência da aprovação da matéria na Câmara para dar segurança aos direitos dos consumidores. Para Jutahy, a experiência de reduções de custos para empresas aéreas no Brasil não implicou beneficamente nas despesas dos passageiros.
“Esse projeto tem que entrar na pauta o quanto antes para tomarmos a mesma decisão do Senado em revogar esse abuso contra o consumidor de fazer cobrança de bagagem sem ter nenhum entendimento que implique automaticamente na diminuição dos preços das passagens. Quando algumas empresas tiraram a alimentação gratuita nos vôos, não baixou nenhum tostão nos valores das passagens”, explica.
Na opinião de Tebaldi, que foi presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara, a Anac precisa aumentar a fiscalização dos serviços prestados pelas companhias aéreas no país – e não penalizar os consumidores. “Essa resolução fere os direitos do consumidor, pois não tem segurança de que, ao liberar a cobrança das bagagens, o valor das passagens será reduzido. A Anac precisa ter uma fiscalização maior das companhias, não é liberando cobrança de bagagens que vai diminuir as passagens”, pontua o tucano, que acredita que o projeto deverá ser votado na Câmara ainda neste primeiro semestre.
A medida da Anac que permite às companhias aéreas adotarem sua própria política para o despacho das bagagens também foi criticada pela deputada Mariana Carvalho. Em sua página do Facebook, a tucana classificou como “abusiva” a resolução que permite cobrar taxas extras pelo despacho das bagagens com a falsa impressão de que o passageiro será beneficiado. “Em plena semana do consumidor, a Anac fere os direitos do cidadão. Precisamos aperfeiçoar o nosso sistema de transporte aéreo sem penalizar o consumidor”, disse a deputada, lembrando que em protesto à medida apresentou em conjunto com o deputado Felipe Bornier (Pros-RJ) o projeto de Lei 6691/2016, que proíbe a cobrança de taxas extras pelo despacho das bagagens. A proposta está em tramitação na Casa em caráter de urgência.



