Venda de imóveis populares tem melhora no último ano

Notícias - 30/08/2017

O crescimento das vendas de imóveis populares alivia a crise no setor imobiliário. De acordo com dados do Indicadores Abrainc/Fipe – entidade que reúne as maiores incorporadoras da área no Brasil, a aquisição de casas destinados às pessoas de menor renda, beneficiados por programas de habitação social, como o Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, aumentou 5% na comparação entre os segundos trimestres de 2016 e 2017. Para o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), a melhora desse setor também ajuda a reaquecer o mercado de trabalho.

“O setor imobiliário, o setor de construção civil, também é o que gera mais emprego. Então, a retomada do crescimento e esse poder de aquisição que cresceu no sentido de querer comprar a casa própria, isso alimenta gera mais emprego. O que vai acontecer é que haverá mais financiamento da faixa 1,5. Então, isso é bom porque reaquece a economia e gera mais emprego”, afirmou.

Além das vendas, a estimativa é de uma tendência de recuperação também na produção desses imóveis. Com isso, o setor de construção civil deve abrir mais vagas de emprego. Somente no mês passado, foram geradas mais de 700 contratações na área após 33 meses seguidos de demissões, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O deputado Izalci Lucas avalia que o país precisa de uma reestruturação de Estado para se recuperar da crise deixada pelos governos do PT.

“O setor civil é o que mais gera emprego. E são empregos de baixa qualificação – que é um problema nosso hoje. A construção civil demitiu muita gente na recessão. O que falta no Brasil e em Brasília é planejamento. Não temos mais um projeto de nação, um projeto de cidade. Nós temos que ter política de Estado. O Estado tem que se preocupar muito mais com a questão social: educação, saúde, segurança”, disse o tucano.

O número de lançamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, aumentou 12% entre os primeiros semestres de 2016 e 2017 e as vendas cresceram ainda mais rapidamente. Sendo um dos mais atingidos com a recessão, o mercado imobiliário depende da oferta de recursos – que foi beneficiada pelo melhor comportamento das cadernetas – do emprego e do poder aquisitivo dos compradores.


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30/08/2017