PSDB reitera luta por reajuste maior na tabela do IR

Para Sérgio Guerra, a proposta do governo do reajuste de 4,5% é confisco dos recursos do povo

Acompanhe - 11/03/2011

Para Sérgio Guerra, a proposta do governo do reajuste de 4,5% é confisco dos recursos do povo

Brasília (11) – Parlamentares do PSDB criticaram nesta sexta-feira a disposição do governo de não ceder em sua intenção de manter em 4,5% o valor do reajuste na tabela do Imposto de Renda para pessoas físicas. Apesar de ouvir de dirigentes sindicais a proposta de estabelecer a revisão da tabela em um patamar de 6,46%, o Palácio do Planalto deve mandar medida provisória ao Congresso na próxima semana fixando o valor de 4,5%.

Para o presidente nacional do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), afirmou que o governo mantém sua política de arrocho tributário para pagar os excessos cometidos na campanha de 2010.

“Corrigir a tabela do IR a níveis inferiores ao da inflação é fazer uma apropriação da poupança privada dos brasileiros e um confisco nos recursos do povo. É um capítulo a mais do arrocho para pagar o desperdício e os excessos da campanha eleitoral”, disse.

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), também comentou a decisão do governo de não flexibilizar sua posição de reajustar a tabela do Imposto de Renda em 4,5%. Para ele, a arrecadação de tributos no País vem batendo recordes sucessivos a cada ano, e por isso haveria motivos de sobra para o governo desonerar o contribuinte brasileiro.

“Os brasileiros pagam cada vez mais impostos e a atual carga tributária do País onera o trabalhador de forma injusta e cruel. A arrecadação bateu recorde em 2010 e chegou a R$ 1,3 trilhão, mas mesmo assim não há qualquer refresco para o cidadão. A inflação oficial no ano passado foi de 5,91%, mas na hora de decidir o valor do reajuste, o governo se fecha no número que lhe é mais conveniente, ignorando o direito do contribuinte a uma correção que reduza de fato as perdas inflacionárias. O PSDB está pronto para brigar no Congresso por um reajuste de pelo menos 5,91% na tabela do Imposto de Renda”, disse o líder.

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11/03/2011