Tucanos enxergam governo Temer com otimismo após afastamento de Dilma

Acompanhe - 12/05/2016

A decisão do Senado Federal de aprovar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi recebida por parlamentares do PSDB como resultado da insatisfação presente nas ruas com o governo do PT, assim como consequência da sucessão de erros e irregularidades cometidos pela gestão da petista, desde o seu primeiro mandato.

Com o afastamento, deputados e senadores do PSDB manifestam apoio ao governo de Michel Temer (PMDB), que assume o cargo nesta quinta-feira após a decisão do Senado. Dilma fica oficialmente afastada do cargo por até 180 dias. Se for considerada culpada, ela sai do cargo definitivamente e fica inelegível por oito anos. Nesse caso, Michel Temer será o presidente até o fim de 2018.

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) disse que é preciso agora unificar o Brasil para o país vencer as suas atuais dificuldades. “Não foi o Senado, a oposição ou os senadores que tiveram uma vitória, mas sim o Brasil e a democracia. Agora vamos unificar o Brasil e fazer com que ele consiga outra vez vencer dificuldades e fazer justiça social e desenvolvimento para todos.”

O senador Dalírio Beber (PSDB-SC) reforça o entendimento do partido em dar absoluto apoio às iniciativas do novo governo como demonstração de compromisso com os brasileiros – mas sem indicar formalmente nomes para a gestão do PMDB. “Existe um entendimento de que o PSDB está comprometido em dar absoluto apoio às iniciativas do governo, sem exigir nada em troca, por força da nossa responsabilidade e compromisso com a sociedade brasileira”, afirmou.

Para o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), apesar da instabilidade, o prosseguimento do impeachment reacende a esperança de crescimento na moralidade do país, após sucessivos escândalos de corrupção protagonizados pelo PT. “Podemos começar então a restabelecer a esperança do crescimento, da volta do emprego, da moralidade e da segurança em nosso país”, disse.

O deputado federal Bruno Covas (PSDB-SP) afirmou que a decisão do Senado devolve para o povo brasileiro a esperança de um país melhor. Segundo o tucano, o governo do presidente interino Michel Temer já deve resultar em novos rumos para os mercados, afetando positivamente a geração de empregos e renda. “O governo Dilma deixou o país literalmente paralisado. O país não aguentava mais”, disse. “Esta quinta-feira ficará marcada para sempre, é o início do fim de uma era perversa para o país”, completou.

Outro ponto criticado por Bruno Covas foi o fato de a equipe de Dilma não querer fazer uma transição para o governo Temer. “Típico do PT”, afirmou.

O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) ressaltou que o momento exige união para garantir a governabilidade e a retomada do desenvolvimento do país. “Nós já considerávamos que haveria essa maioria, até porque o relatório do senador Antonio Anastasia [PSDB] foi bastante consistente. O que nós precisamos é nos unirmos e, junto com o presidente Michel Temer, garantir a governabilidade, ver o que o PSDB pode construir e propor para que possamos dinamizar nossa economia e fazer com que a população possa ter expectativa e esperança pela retomada do desenvolvimento”.

Já o deputado federal Eduardo Cury (PSDB-SP) celebrou o encerramento da era petista e ressaltou que, como segundo desafio, será necessário iniciar reformas para a reconstrução do país.

“A primeira etapa está cumprida: encerrar um processo e um governo lulopetista que quase destruiu o país. Agora, um segundo desafio. A economia está em frangalhos, o desemprego campeando, as empresas estão fechando e nós precisamos aprovar as reformas desse governo de emergência ou, pelo menos, iniciá-las para que o Brasil veja uma luz no fim do túnel.”


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12/05/2016