Com o fim da janela partidária na última sexta-feira (3), o PSDB ampliou sua bancada na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e passou a ocupar a posição de terceira maior força da Casa. O período, que permitiu a troca de partido sem risco de perda de mandato, resultou em mudanças em cerca de 30% da composição do Legislativo estadual e redefiniu o equilíbrio entre as bancadas.
O PSDB passa a reunir, além da deputada Emília Pessoa, Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Sargento Reginauro, Felipe Mota, Queiroz Filho e Heitor Férrer, somando sete parlamentares. Com isso, o partido fica atrás apenas do PSB e PT, que reúnem 11 e 9 deputados estaduais, respectivamente.
No Ceará, o partido é comandado pelo ex-ministro e ex-governador do Estado, Ciro Gomes, que avalia o crescimento da legenda como parte de um momento de reposicionamento político. Para ele, o país precisa retomar um rumo que combine o enfrentamento da miséria, da pobreza e das desigualdades com responsabilidade fiscal, combate à corrupção e eficiência econômica no desenvolvimento nacional.
Ainda de acordo com Ciro Gomes, o resultado também se relaciona à experiência de gestão no Ceará e ao momento vivido pelo partido. “Essa é a base com a qual Tasso Jereissati e eu governamos o Ceará. Fico feliz com esse movimento de mudança, em que o PSDB foi o partido que mais cresceu proporcionalmente. É algo que estimula e merece reconhecimento ao presidente Aécio Neves.”
O desempenho na janela partidária reforça o novo momento do PSDB no Ceará, com presença ampliada na Assembleia e maior capacidade de influência nas decisões que impactam o estado. Essa configuração da bancada também reposiciona o partido no debate político local, com mais protagonismo nas pautas estratégicas e nas articulações que devem marcar os próximos ciclos no Legislativo.
