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“Impeachment na boca do povo”, por Terezinha Nunes

12 de abril de 2016
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terezinhanunesUm dos mais destacados assuntos do final de semana nas redes sociais depois que enquadrou a presidente Dilma no Programa do Faustão, acusando-a de golpista – “se houve golpe, quem deu o golpe foi a senhora “ – o ator Ary Fontoura também ganhou destaque por outras considerações feitas na ocasião.

Disse que, apesar do drama vivido pelos brasileiros hoje, “o país do futebol e do carnaval está agora também discutindo sua vida e seu futuro”, ressaltando que isso é altamente positivo.

Na verdade, é quase unânime hoje, de norte a sul do país, a participação da crise em qualquer roda de conversa. Seja nas ruas, nos ônibus, nos metrôs, nas residências, nas praças, nos teatros, nas biroscas, onde estejam dois ou mais brasileiros, este tem sido o assunto preferido.

A palavra impeachment, utilizada assim mesmo, em inglês, é difícil de ser escrita na língua original mas poucas são as pessoas que a pronunciam erradamente de tanto ouví-la em particular ou através dos meios de comunicação.

O mais correto seria o aportuguesamento para “impedimento” mas o povo aceitou o nome, assim mesmo, em inglês.

Nem o desespero dos petistas tentando defini-lo como golpe teve vez. O que todos se perguntam e pedem uma resposta a qualquer interlocutor mais informado é se a presidente vai ou não ser ‘impeachada’ pelo Congresso Nacional.

Estariam os brasileiros da mesma forma, caso tivéssemos tido todo esse mar de lama da corrupção mas a economia continuassem bem?

É difícil saber, mas a verdade é que nunca tantas crises se juntaram de uma só vez fazendo o povo, até então quase deitado em berço esplêndido, “acordar para Jesus” como costumam falar os cristãos.

Há muitas pessoas que duvidam de que o simples impeachment vá dar umamresposta a todos que desejam um futuro melhor, sem todos esses pesadelos que têm nos abatido. Mas numa coisa quase todos concordam : não dá mais para continuar como está.

As crises e a inércia da presidente que, flagrada em mentiras, parou de governar, tem sido ingrediente suficiente para se pedir a mudança do status quo. Se o mais próximo, mais palpável, é o impeachment, que seja através dele.

Disso poucos duvidam. A não ser os que ainda se agarram ao poder ou dependem dele para o sustento a bordo de bons cargos comissionados ou de alguma sinecura governamental.

A busca por saídas é tamanha que Dilma tem sido culpada até por coisas que ela não fez como aconteceu na semana passada no Recife quando as agências do Banco do Brasil ficaram fora do ar por algumas horas e, frustrados com as longas filas, a maioria dos clientes culpavam abertamente a presidente pela pane nos computadores do BB.

Como reagirão os brasileiros, caso haja uma frustração na votação que se espera ? Ficarão desolados, vão se acostumar com o “destino”, ou cobrar ainda mais?

Só o tempo dirá. Mas vai ser difícil, seja qual for o veredicto, mudar a médio prazo, pelo menos, o interesse que todos passaram a ter pela política e isto já é uma vitória, como lembrou Ary Fontoura.

A tática da mentira e da admoestação estará sepultada por algum tempo.

E as próximas eleições devem mostrar um eleitor bem mais atento e consciente na hora de dar o voto.

A boca do povo voltou a falar.

*Terezinha Nunes é presidente do PSDB Mulher de Pernambuco

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