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Petrobras pagava o dobro do valor de custo com obras e aquisições, revela Tribunal

petrobrasOs primeiros indícios de investigações inéditas em andamento, para analisar mais de R$ 30 bilhões em contratos da Petrobras nos últimos anos com as empresas envolvidas na Operação Lava Jato, revelam superfaturamentos sistêmicos que podem chegar à metade daquilo do que a estatal gastava com suas bilionárias obras e aquisições.

A primeira mostra dos absurdos valores que a estatal pagava a essas empresas chocou ministros e auditores do Tribunal de Contas da União(TCU). O normal era desembolsar mais que o dobro do que custava. Em alguns casos, chegou a pagar 13.834% a mais.

A análise foi feita em parte de um contrato de R$ 3,8 bilhões da estatal com um consórcio formado pelas empresas Camargo Corrêa e Cnec para a construção de uma das plantas da refinaria Abreu e Lima (PE).

Quando fazia auditorias para apontar os preços elevados da Petrobras —o que vem ocorrendo desde 2007— o TCU usava como parâmetro preços de referência do mercado.

No caso dessa obra, o TCU já havia apontado indícios de preços elevados e sugeriu ao Congresso Nacional suspender a obra em 2010. O então presidente Lula vetou a medida e a obra seguiu.

Em obras muito específicas, vários itens do contrato não têm preços de referência. Com a Lava Jato, o juiz Sérgio Moro permitiu que o tribunal tivesse acesso às notas fiscais do consórcio. Para esses itens onde não há referência, o TCU comparou o que a Petrobras pagou com o valor da nota fiscal do consórcio.

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