Brasília (DF) – A série de apagões registrados durante o governo da presidente Dilma Rousseff atingiram só na última terça-feira (04) mais de seis milhões de pessoas, em 11 estados e no Distrito Federal, que ficaram sem luz. Porém, os levantamentos mostram uma situação comum em todas as áreas: os mais afetados em casos de blecaute são os moradores das regiões mais pobres dos estados e municípios.
A determinação dada às distribuidoras de energia é que, nos momentos de blecaute, o fornecimento seja suspenso primeiramente nas áreas menos favorecidas, segundo a reportagem publicada nesta quinta-feira (06), no Correio Braziliense.
O jornal informa que a determinação é definida em virtude de protocolos obedecidos pelas concessionárias de distribuição de energia. Gestores de companhias elétricas explicaram que o procedimento ocorre com o objetivo de evitar transtornos nos principais centros comerciais e empresariais e nas regiões mais ricas.
Descontrole
O deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-PE), integrante da Comissão de Minas e Energia, disse que o quadro é de “descontrole” e o governo está “tapando o sol com a peneira”. “Os pobres sofrem mais com as quedas de energia porque reclamam menos e não têm voz. É um absurdo, mas os governantes simplesmente ignoram essa parcela da população”, reiterou o tucano.
Guerra lembrou que o Brasil precisa de “medidas emergenciais” para melhorar esse quadro. Para ele, “o governo tem o controle do sistema e a falta de uma política mais reforçada tem produzido situações como essa, que custam à economia e, principalmente, ao povo”.
Preocupação
O cenário é de preocupação também por parte da União. Segundo o Correio Braziliense, especialistas advertiram para a frequência cada vez maior dos apagões, fator que aflige cidadãos de todas as classes. Além dos problemas econômicos enfrentados pelo governo Dilma, com a inflação e juros em alta, o racionamento também é uma das questões que mais afetam as pessoas.
Guerra disse ainda temer pelo futuro do Brasil, regido por governantes que “parecem não se preocupar com os menos privilegiados” e enfatizou que: “A única política social do PT é o [Programa] Bolsa-Família e o resto é ‘balela’”.